Dirigentes da CNM/CUT, da FEM-CUT/SP e de sindicatos filiados se reuniram com representantes do governo na quinta-feira, 17
Uma comitiva composta por dirigentes da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT/SP) e de sindicatos filiados se reuniram com representantes do governo Lula e do Congresso Nacional na quinta-feira, 17. Os sindicalistas debateram importantes pautas para a categoria metalúrgica em todo o Brasil.
Da FEM-CUT/SP, estiveram presentes o presidente da entidade, Erick Silva, o vice-presidente Claudio Batista da Silva Junior (Claudião) e o secretário de Finanças Adilson Faustino (Carpinha), além do advogado trabalhista Raimundo Oliveira, assessor jurídico da Federação.
Erick Silva destaca a importância das agendas na capital brasileira. “O governo Lula tem feito um excelente trabalho e coloca o Brasil no rumo certo novamente. Nós, metalúrgicos de São Paulo e de todo o país, temos muito a contribuir, com propostas que vão gerar emprego e renda, além de manter os postos de trabalho já existentes. Vamos seguir firmes na luta pela reconstrução do nosso Brasil”.
O vice-presidente da FEM-CUT/SP, Claudião, fala do compromisso com o atual momento do país. “Nosso compromisso com esse novo Brasil passa pela construção de políticas públicas de fortalecimento da indústria, que tanto gera empregos e riquezas para o país. Os metalúrgicos estão unidos para fortalecer o governo federal e, consequentemente, trazer benefícios para a classe trabalhadora”.
Para Carpinha, “os metalúrgicos de todo o país estão muito bem representados, com dirigentes que buscam avançar nas políticas, nos direitos e também buscando investimentos para a indústria. Nossa luta pela categoria é diária e vai continuar sendo sempre nosso maior motivador para continuar em frente”.
Agendas em Brasília
Nos últimos meses, os dirigentes da CNM/CUT intensificaram conversas com o governo federal, parlamentares e o setor empresarial para defesa de pautas como a retomada do setor naval, do aço, eletroeletrônico, reforma sindical e reforma fiscal.
Segundo o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, as reuniões foram propositivas e reforçaram a intenção da entidade de aprofundar as conversas tripartites (governo, empresários e trabalhadores) para resolver problemas antigos da indústria nacional e impulsionar uma agenda de desenvolvimento inclusiva no país.
“A CNM/CUT está olhando para o futuro do país, olhando o desenvolvimento, o emprego, o trabalho decente, a renda, o salário justo e a participação dos trabalhadores de forma decisiva na construção dos rumos do Brasil”, destacou. “Saímos muito entusiasmados das reuniões e com vontade de lutar mais, de trabalhar mais para trazer crescimento à nossa categoria”, completou o dirigente.
Congresso Nacional
Na parte da manhã, os dirigentes metalúrgicos foram ao Congresso Nacional, onde se encontraram com membros da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria do Eletroeletrônico. A CNM/CUT vem conversando com a associação patronal do setor (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee) e quer entrar no debate sobre inovação e tecnologia do setor.
“Entregamos aos parlamentares o documento com 21 pontos que havíamos entregue à Abinee e deixamos algumas agendas marcadas, com comprometimento de construir eventos junto à Frente Parlamentar”, conta Loricardo.
Ministério do Desenvolvimento e Indústria
Saindo do Congresso Nacional, os dirigentes foram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), onde também trataram do setor eletroeletrônico e do setor do aço. A Confederação convidou o governo a participar de um evento a ser realizado pelos trabalhadores no Ceará no final de setembro, onde será debatida a indústria siderúrgica nacional, em paralelo ao evento patronal do setor.
“Pontuamos que é necessário o governo discutir com os trabalhadores a questão do minério, do lítio, do aço, criar um grupo para debater o preço, e também o trabalho na cadeia produtiva, que é muito penoso ao trabalhador, entre outras questões”, disse o presidente da CNM/CUT.
Ministério da Fazenda
A agenda seguinte foi no Ministério da Fazenda, onde foi discutida a reforma tributária, que avança para o debate sobre a tributação da renda e a desoneração da folha, ponto que interessa ao setor patronal e afeta os trabalhadores.
“Quem ganha mais precisa pagar mais imposto, porque não basta tirar da desoneração e daqui a pouco ali na frente nós estamos discutindo uma nova reforma da Previdência. Então vai ser a tarefa que nós vamos fazer, se comprometemos em fazer uma nova agenda lá na Fazenda para discutir com o governo qual vai ser o próximo passo da da reforma tributária que vai tratar dessa questão da renda”, contou Loricardo.
Ministério do Trabalho
Por fim, a comitiva visitou o Ministério do Trabalho, onde conversou sobre a proposta da reforma de contratação coletiva, sustentação financeira dos sindicatos e ultratividade, questões que vêm sendo debatidas pelo movimento sindical nos últimos meses.
“Conversamos também com o ministro sobre a formação do trabalhador 4.0, no qual o governo fez convênio com algumas empresas de tecnologia nesse sentido, mas atingiu um número pequeno de trabalhadores, então queremos ter acesso a esse estudo para que haja a nossa participação e que os jovens trabalhadores possam efetivamente participar dessa formação tecnológica”. finalizou o sindicalista.
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Com informação da CNM/CUT