São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

Respeito à democracia sindical

Leia o artigo do presidente da CUT, Vagner Freitas e do Secretário Geral da entidade, Sergio Nobre

Publicação: 30/05/2014
Vagner Freitas, presidente da CUT (Crédito: Roberto Parizotti)

Vagner Freitas, presidente da CUT (Crédito: Roberto Parizotti)
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A Central Única dos Trabalhadores (CUT), por meio do seu presidente, Vagner Freitas, e do seu secretário Geral, Sérgio Nobre, vem a público divulgar a posição da central a respeito das mobilizações de trabalhadores/as ocorridas recentemente e a interpretação que vem sendo feita por parte da mídia.
Considerando que o ano começou com setores da mídia tentando induzir os/as brasileiros/as a acreditar no caos político e econômico que, segundo eles, culminaria em catástrofes, como a escalada da inflação e o apagão - que não aconteceram - e interferiria fortemente no resultado das eleições presidenciais deste ano.
Considerando os esforços de parte da mídia que tentou induzir o povo a temer, em não acreditar no governo que elegeu em 2010, escrevendo páginas e páginas sobre o desânimo e o descrédito do empresariado e a depressão da sociedade, com claro objetivo de desgastar o governo federal no ano eleitoral.
Considerando que nesse quadro setores da mídia manipulam no sentido de dizer que todas as greves são comandadas por "dissidências", o que não corresponde aos fatos, vide a greve dos servidores municipais filiados a CUT da cidade de São Paulo, é uma tentativa de demonstrar uma pretensa crise de representatividade sindical.

A CUT vem a público declarar que:
1 - É absolutamente normal um acordo salarial não agradar a 100% de uma categoria. O que não é normal é que aqueles que não têm mandato dado por uma assembléia, portanto não têm legitimidade, se auto-proclamarem representantes dos trabalhadores, se arrogando o direito de negociar por todos. A CUT defende a democracia sindical, que implica respeito às decisões tomadas coletivamente pelas categorias.

2 - Para a CUT, sindicato não é propriedade da sua diretoria. O sindicato executa a vontade da base. E se existe uma oposição que discorda das posições da diretoria da sua entidade, que dispute os espaços de decisão da categoria, como congressos, encontros e assembleias.

3 - A CUT está ciente de que esses ataques generalizados ao movimento sindical, feitos por setores da grande mídia, têm o objetivo político de desmoralizar e neutralizar um dos mais importantes atores do cenário político brasileiro, responsável pelos avanços sociais, políticos e econômicos conquistados nos últimos anos. Quanto à alegada "falta de representatividade", se ela existir, não afeta os sindicatos filiados a CUT.

A CUT, ao mesmo tempo em que participa e organiza, por meio dos seus sindicatos filiados, as  lutas por salários e melhores condições de trabalho, reafirma o respeito a democracia sindical: quem negocia em nome dos trabalhadores e das trabalhadoras é quem tem mandato da categoria.

 

Agência de notícias da  FEM-CUT/SP
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