São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

Relação Compartilhada: “Temos que mudar a educação e a filosofia da família”

A avaliação é da deputada Janete Pietá (PT/Guarulhos) durante o 2º Encontro de Mulheres Metalúrgicas

Publicação: 23/05/2014
Janete Pietá, Barba e Elisabeth - crédito: Nayara Striani

Janete Pietá, Barba e Elisabeth - crédito: Nayara Striani
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“Hoje estou vestida de verde para dizer que vai ter Copa no Brasil e é importante que todos vocês também entrem neste clima verde amarelo”, disse a animada deputada federal, Janete Pietá (PT/Guarulhos), líder da bancada feminista na Câmara dos em  palestra no 2º Encontro de Mulheres Metalúrgicas da FEM-CUT/SP, ocorrido na quinta-feira (22), na sede da Federação, em São Bernardo.A mesa foi coordenada pela Secretária da Mulher do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu e diretor da FEM, Elisabeth L. Gracio Scalfi. 
Ela criticou a mídia partidarizada que joga contra o Mundial e o projeto de transformação social da classe trabalhadora idealizado por Lula e Dilma. “Gente, o Aécio disse que se for presidente vai reduzir ministérios, sabe quais ele vai cortar: o das mulheres, dos negros, juventude,  direitos humanos... Temos que evitar que este retrocesso volte ao nosso País. É nosso dever reeleger a companheira presidenta Dilma”, frisa.

Sociedade Patriarcal
Janete disse que, assim como Cora Coralina, é poetisa e doceira. Vivemos em um mundo patriarcal, machista, portanto, para avançarmos na relação compartilhada temos que mudar a  educação e a filosofia da família, estimulando, por exemplo, os meninos a irem à cozinha”.

A deputada alertou que é fundamental romper o debate do público e privado, ou seja, a situação da mulher é entre quatro paredes e a do homem é pública. “Não queremos um mundo de mulheres e de homens, queremos um mundo misturado”.
A parlamentar também defendeu alguns de seus projetos, como o que concede o direito à creche dentro das empresas e a criação de Centro Cultural recreativo de lazer, arte e lavagem para a família.

Participação política
A necessidade de um marco regulatório das comunicações, a reforma política e o aumento da participação da mulher na política foram outros assuntos abordados pela parlamentar. “Enquanto aqui no Brasil temos dificuldade em votar a jornada de 40 horas semanais, na Europa eles lutam pelo aumento da  representação feminina em 40% nas direções das empresas”, conta.

A deputada ressaltou que a Câmara dos Deputados tem que ser o lugar do povo. “Temos que parar de aceitar que este Congresso tenha 300 empresários. A luta continua e depende de cada um de nós”.
O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Teonílio Barba, prestigiou o evento das metalúrgicas e socializou que uma das principais bandeiras do ramo metalúrgico é ampliar a categoria em 30%. “Não concordo com esta expressão: ‘representando as mulheres’. Na realidade, as mulheres fazem parte do debate”.
Ele também fez duras críticas sobre a  ausência do governo estadual na elaboração de políticas públicas no combate à violência.

Viviane Barbosa, da Redação da FEM-CUT/SP

 

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