São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

2º Encontro: Oficinas ampliam debate e quebram tabus

Foram abordados os temas “Trabalho Compartilhado”, “Dependência Química” e “Saúde da Mulher”.

Publicação: 25/05/2014
Débora Felgueiras, psicanalista, Maria Corral, da SMPM, Biro, Andréa e Maria Nagy, psicóloga e supervisora da SMPM - crédito: Nayara Striani/Mídia Consulte

Débora Felgueiras, psicanalista, Maria Corral, da SMPM, Biro, Andréa e Maria Nagy, psicóloga e supervisora da SMPM - crédito: Nayara Striani/Mídia Consulte
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“Tarefa cumprida. Demos o ponta pé inicial, queremos ampliar o debate nos nossos sindicatos e também na sociedade”. A frase é da Secretária da Mulher da FEM-CUT/SP, Andréa Ferreira Souza,
no encerramento do 2º Encontro de Mulheres Metalúrgicas da FEM-CUT/SP realizado no, dia 22, que tratou o tema “Trabalho Compartilhado com Saúde e sem Dependência”. O evento reuniu
cerca de 115 metalúrgicas de todo o Estado e  dirigentes de sindicatos cutistas que participaram na parte da tarde de oficinas que abordaram os temas:  “Trabalho Compartilhado”, “Dependência
Química” e “Saúde da Mulher”.

Maria Cristina Corral, coordenadora de Autonomia Econômica da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de São Paulo (SMPM), coordenou a Oficina sobre Trabalho
Compartilhado, e em entrevista ao Portal FEM-CUT/SP disse que gostou da iniciativa da Federação. “Por dentro das discussões femininas e feministas a questão da divisão sexual do trabalho é
importante para o desenvolvimento das mulheres e a sua autonomia econômica. Hoje as mulheres e os homens têm que compartilhar: tanto o trabalho produtivo quanto o reprodutivo, que é o
serviço de casa. As metalúrgicas estão no caminho certo e é fundamental estender este debate nos sindicatos”, relata.

A Oficina “Saúde da Mulher” foi ministrada pela psicanalista, Débora Pereira do Rêgo Felgueiras. Ela fez um levantamento com os participantes como está sendo vivido o adoecimento psíquico
no local de trabalho. “Percebi que as pessoas estão atentas e que vêm crescendo o adoecimento no local de trabalho. Homens e mulheres adoecem mais psiquicamente”, relata.

A especialista notou que em fábricas onde tem o Comitê Sindical de Empresa (CSE) o trabalhador não adoece tanto.
Maria Rodrigues Nagy, psicóloga e supervisora da SMPM, abordou o tema “Dependência Química” na Oficina. “Quando se fala sobre do mundo de drogas, as pessoas ficam introspectivas,
em razão do desconhecimento. Avalio que a FEM dá um passo importante em promover este debate”, aborda.

Maria contou que um participante relatou a atuação de traficantes dentro da fábrica.  “A FEM, os sindicatos e as CIPAS devem colocar este tema na pauta de reivindicação e discutir com as
empresas que este não é um problema dos trabalhadores e das trabalhadoras, mas das fábricas. Muitas vezes o que é exigido é pesado e as pessoas vão buscar uma anestesia, que acaba sendo
a droga. E a pessoa não consegue se livrar daquilo que ela não precisava”, concluiu.

Viviane Barbosa, da Redação da FEM-CUT/SP

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Confira a repercussão dos debates do 2º Encontro na TVT

 

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