São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

General Monsters

Montadora ameaça fechamento de plantas no Brasil, Estados Unidos e Canadá em chantagem para diminuir direitos dos trabalhadores. Movimento Brasil Metalúrgico define estratégias de solidariedade imediata e, no longo prazo, a construção de um Contrato Coletivo Nacional para proteger a classe trabalhadora

Por: Administrador - Publicação: 05/02/2019
Foto: Adonis Guerra

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Fonte: SMABC

 

Os representantes do movimento Brasil Metalúrgico definiram ações contra os retrocessos trabalhistas na GM e em todo o país durante reunião ampliada no dia 1º, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

Além dos metalúrgicos, participaram da discussão representantes dos setores que integram a cadeia automotiva, como químicos, plásticos, borracheiros, vidreiros, concessionários, entre outros.

O presidente dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, reforçou a importância da unidade tanto na solidariedade imediata aos trabalhadores na GM quanto na construção de propostas de longo prazo para proteger a classe trabalhadora desses ataques.

“É extremamente louvável a reação imediata dos trabalhadores unindo centrais e categorias para organizar a luta e tirar os encaminhamentos necessários. Temos que mostrar que esse nível de relação de trabalho não interessa aos trabalhadores nem à sociedade. O que a GM está fazendo é única e exclusivamente chantagem”, afirmou.

“É importante que cada dirigente se sinta representante dos trabalhadores na GM, que hoje necessitam não só da nossa solidariedade, mas da participação ativa na luta para dar o sinal claro da nossa resistência”, convocou.

O presidente da Força e dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, ressaltou que o Brasil Metalúrgico tem debatido o fortalecimento do setor nacionalmente. “O motivo da reunião ampliada foi a GM ter feito terrorismo social. Vimos como uma grave ameaça não só aos trabalhadores na GM, mas sim a toda a cadeia produtiva automotiva, metalúrgica ou não”, explicou.

O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, Francisco Nunes Rodrigues, contou que os trabalhadores decidiram em assembleia na manhã de sexta dar um basta nas reuniões com a diretoria da GM.

“Nós de São Caetano já temos um acordo até 2020 no qual já demos a nossa colaboração. A GM cada vez mais quer mais coisas em seu benefício e vamos dar um basta nessa situação. Contamos com a colaboração e o respaldo de cada um”, disse.

‘General Monsters’

Por videoconferência, os dirigentes metalúrgicos do Canadá (Unifor), dos Estados Unidos (UAW) e da IndustriALL Global Union também reforçaram a solidariedade internacional na luta contra a redução de direitos na GM. 

Os relatos dos dirigentes mostraram que a situação é mundial. Nos Estados Unidos e no Canadá, a GM anunciou o fechamento de quatro plantas e 14 mil postos de trabalho. Nos dois países, a montadora violou cláusulas de acordos firmados com as entidades sindicais. 

“A GM viu a oportunidade, com o apoio de governos, de implantar a chantagem geral no Brasil, Estados Unidos, Canadá e México. Está mais para ‘General Monsters’ do que General Motors”, analisou Wagnão. “Vamos seguir resistindo e buscando a solidariedade de todos”, chamou.

Um dos encaminhamentos é a organização de uma ação sindical mundial contra as ameaças da GM.

O secretário-geral da IndustriALL Global Union, federação internacional dos trabalhadores na indústria, Valter Sanches, destacou que o momento é de unidade.

“O que a GM anunciou é só a ponta do ataque de ameaça e chantagens no Brasil, Estados Unidos e Canadá. A luta tem que ser coordenada de forma a resistir”, disse.

A IndustriALL representa 14 setores industriais em mais de 140 países. “Vamos estar em solidariedade em todos os momentos que forem necessários e evitar um precedente perigoso de concessões”, afirmou.

Contrato Coletivo Nacional

Entre os encaminhamentos está a criação de um grupo de trabalho para a construção da proposta do Contrato Coletivo Nacional de Trabalho.

“Temos que caminhar coletivamente para proteger as nossas categorias. Na nossa base, a Dura Automotive também anunciou que vai fechar. Temos que ser mais enfáticos na construção do Contrato Coletivo Nacional”, defendeu Wagnão.

“Acreditamos que a proposta criará um ‘guarda-chuvas’ para proteger todos os trabalhadores da retirada de direitos e das investidas patronais de longo prazo”, explicou. 

O Brasil Metalúrgico representa cerca de dois milhões de metalúrgicos. Participam representantes de confederações, federações e sindicatos do setor ligados às centrais sindicais CUT, Força Sindical, CSP-Conlutas, Intersindical, CTB, CSB, CGTB e UGT.

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