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COLÔNIA DE FÉRIAS

CNBB se posiciona 'contra as armas do ódio e o discurso radical'

Sem citar o nome do candidato pelo PSL, bispo Dom Reginaldo Andrietta critica Bolsonaro por seu radicalismo e apologia à tortura

Por: Administrador - Publicação: 25/10/2018
'Tem um candidato que não possui postura respeitosa, sem diálogo e com um tom ameaçador', alerta bispo
(José Cruz/Agência Brasil )

'Tem um candidato que não possui postura respeitosa, sem diálogo e com um tom ameaçador', alerta bispo (José Cruz/Agência Brasil )
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Fonte: Rede Brasil Atual

 

São Paulo – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota sobre o segundo turno das eleições de 2018 nesta quarta-feira (24). Sem citá-lo no texto, os bispos se mantém contrários à postura do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, pedindo ao eleitor que recuse o "clima de violência, estimulado por notícias falsas, discursos e posturas radicais, que colocam em risco as bases democráticas da sociedade brasileira".

Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, nesta quinta (25), Dom Reginaldo Andrietta, bispo da Diocese de Jales, reforçou a orientação, se posicionando contra um candidato radical e que faz apologia à tortura. De acordo com ele, a igreja é contra as "extrapolações" e a "manipulação do eleitor"

"Nesse sentido, a CNBB se pronuncia a favor da paz social e do Estado democrático. As pessoas que querem o cargo no Executivo devem ser respeitosas, mas tem um candidato que não possui essa postura, sem diálogo e com um tom ameaçador", afirma ele.

O bispo lembra que, durante a ditadura civil-militar no Brasil, as igrejas eram "discretas" e seus seguidores temerosos. "Não se podia criticar o que acontecia, então esse não era o tipo de sociedade que devemos viver", explica. 

Dom Reginaldo acrescenta que a igreja deve ser contra todo o sistema de dominação e autoritarismo. "Toda tendência militarista está associada a um sistema de dominação econômica. Os sinais dados por este determinado candidato são nesse sentido, de ditadura. Isso significa que um vai ter medo do outro, falta de confiança e divisão social. Precisamos criar condições para a paz", finaliza.

Ouça a entrevista

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