São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

Campanha Salarial 2018: Patrões insistem em retirada de direitos

Durante esta semana, FEM-CUT/SP realizou rodadas de negociação com Grupos 2 e 3

Por: Administrador - Publicação: 31/07/2018
Foto: Marina Selerges

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A Federação de Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo, a FEM-CUT/SP, realizou mais uma rodada de negociação da Campanha Salarial 2018. Na quarta-feira, na sede da Federação, representantes dos trabalhadores/as se reuniram com a bancada patronal do Grupo 3. Já na quinta-feira, na sede da FIESP, em São Paulo, foi a vez do Grupo 2. Ambas bancadas patronais insistem na retirada de direitos.

O principal argumento patronal para a retirada de direitos é que a partir do início da vigência da Reforma “está na lei”. “Não é porque está na lei que vamos admitir que os trabalhadores não tenham que ter dignidade em suas relações de trabalho. Sempre denunciamos o perigo desta reforma, que mais parece destruição do direito dos trabalhadores”, rebateu Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT/SP.

O dirigente também destacou que o cenário atual prejudica os processos de negociação em todas as categorias. “O número de negociações concluídas no 1º semestre deste ano caiu quase 40%, contrariando os defensores dessa nefasta reforma Trabalhista. Há uma má vontade dos patrões em chegar a um acordo”, criticou. A informação foi divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Fipe, que em estudo realizado na vigência da reforma Trabalhista aponta para a queda de 39,6% no número de negociações concluídas. As convenções coletivas reduziram de 45,2%.

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Luizão fala sobre as cláusulas que os patrões querem retirar das Convenções Coletivas de Trabalho.

O que é a garantia de emprego para trabalhadores em via de aposentadoria?

O trabalhador com mais de 10 anos de empresa e acima de 45 anos de idade tem estabilidade de 18 meses antes de aposentar. Já o trabalhador na mesma idade, com mais de 5 anos de empresa, tem 1 ano de estabilidade. O patronal está tentando retirar essa garantia, dizendo que os trabalhadores não informam quando isso está acontecendo. Entendemos que é preciso readequar essa cláusula à realidade que estamos vivendo. Quando ela foi criada, o trabalhador só se aposentava pelo tempo de contribuição, não existia o fator previdenciário. Hoje, existem várias modalidades de aposentadoria, por isso é preciso definir de que aposentadoria estamos falando e dizer que os trabalhadores precisam informar. Mas precisamos aumentar esse prazo de estabilidade, essa é a nossa luta.

O que define a cláusula de garantia de emprego ao trabalhador vítima de acidente de trabalho?

Esta é uma cláusula que para nós não tem negociação, porque esse trabalhador foi vítima de acidente de trabalho, causados em sua maioria por más condições de trabalho e insegurança. Não é admissível para nós que ele corra risco de perder seu emprego, voltando a procurar emprego com a saúde debilitada ou até mesmo sem o pedaço de um membro.

Agência de notícias da  FEM-CUT/SP
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Jornalista responsável: Marina Selerges

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