São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

Campanha Salarial 2018: FEM-CUT/SP entrega pauta para bancadas patronais

Patrões apresentam contrapropostas aos trabalhadores/as

Por: Administrador - Publicação: 19/07/2018
Foto: Adonis Guerra/ SMABC

Foto: Adonis Guerra/ SMABC
Imprimir Enviar para um amigo Twitter A+ A-

Na última sexta-feira, 13, a Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo, a FEM-CUT/SP, entregou as reivindicações da categoria para as bancadas patronais. Pela manhã, a entrega ocorreu na sede do Sindipeças, na zona sul de São Paulo, para o grupo 3, formado por empresas de autopeças, parafusos e forjaria. Sem assinar acordo desde 2013, o grupo quer mexer em mais de 30 cláusulas.

Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT/SP, alertou para o teor da pauta dos patrões. “A FEM-CUT/SP já recebeu 3 contra pautas dos maiores grupos que negociamos e em todas, eles querem alterar ou até excluir pelo menos 30 cláusulas”. Grupo 2, 3 e o 8 entregaram reivindicações. “Entre as solicitações estão a alteração do dia de pagamento, na cláusula que garante o salário complementar em caso de afastamento e até na cláusula que dá estabilidade ao trabalhador acidentado”, destacou Luizão. “A reforma permite que eles entreguem a proposta de uma nova Convenção Coletiva de Trabalho, que traz retirada de direitos. O ambiente de negociação foi totalmente modificado, os empresários sentem-se à vontade para reivindicar, achando que o cenário atual é o melhor dos mundos”, avaliou Luizão. “A imagem que assistimos aqui é muito pesada. Antigamente entregávamos a pauta e eles avaliavam o que era possível avançar. Hoje eles condicionam a negociação a uma pauta que é deles. É um ambiente muito difícil”, completou. “A unidade dos trabalhadores e a disposição de luta será central para garantirmos nossos direitos”, finalizou o dirigente.

Rodadas de Negociação

Antes mesmo da entrega da pauta para os patrões, a FEM-CUT/SP já estava se reunindo com as bancadas para debater modelo de convenção coletiva. A Federação utilizou a cláusula de negociação permanente para antecipar as discussões e garantir que nenhum direito seja retirado. “Os patrões sempre pediram a prevalência do negociado sobre o legislado, e agora com essa realidade, estamos cobrando a disposição dos patrões em negociar. Além disso, a antecipação dessas tratativas também ocorreu devido ao fim da ultratividade, que nos dava garantia da validade da convenção atual antes que a nova fosse acordada, hoje, com a reforma trabalhista não temos mais esta garantia”, explicou Luizão.

Na tarde da última terça-feira, a bancada de trabalhadores/as se reuniu com os representantes patronais dos grupos 8-3 (Sinafer; Sianfesp; Simefre) e com a estamparia. Em ambas reuniões, os patrões afirmaram ter chegado o momento em que algumas cláusulas da Convenção precisam ser revistas. As negociações prosseguem nas próximas semanas.

Campanha Salarial 2018

Relembrando a trajetória do golpe até a concretização da retirada de direitos, que envolveu agentes políticos, como o Congresso Nacional, o Poder Executivo e alguns empresários, a identidade visual da campanha traz consigo o fortalecimento dos Sindicatos como saída para a atual conjuntura: “Se você acha que o Sindicato pode fazer mais, faça com a gente!”. A FEM-CUT/SP representa aproximadamente 194 mil metalúrgicos no estado. A data base é 1º de setembro.

 

 

Agência de notícias da  FEM-CUT/SP
imprensa@fem.org.br

Jornalista responsável: Marina Selerges

Siga-nos: www.twitter.com/femcut
Facebook: www.facebook.com/fem.cutsp

 


Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT/SP (FEM-CUT/SP)
Av. Antártico, 480 - Jardim do Mar - São Bernardo do Campo-SP
CEP - 09726150
Contato + 55 11 4122-7714


Hoje: Visitantes / Acessos