São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

Reforma Trabalhista diminui salários, aumenta precarização e não gera empregos

Países que já passaram pela reforma trabalhista desmontam argumento que alterações nas leis geram empregos

Por: Administrador - Publicação: 07/11/2017
Ministro do TST, Ives Gandra acompanhado de Michel Temer. Foto: Marcos Corrêa/PR

Ministro do TST, Ives Gandra acompanhado de Michel Temer. Foto: Marcos Corrêa/PR
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O Jornal Folha de S.Paulo publicou na edição de segunda-feira uma entrevista em que o ministro do Supremo Tribunal do Trabalho, Ives Gandra, afirmou que “É preciso flexibilizar direitos sociais para haver emprego”. A afirmação do Ministro não é novidade no meio sindical, Ives Gandra sempre deu declarações defendendo a “flexibilização” e a “modernização”, que na realidade significam a precarização das leis do trabalho, antes mesmo da aprovação da reforma trabalhista. O fato de não surpreender, não diminuiu a indignação da direção da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo, a FEM-CUT/SP, diante da afirmação de Ives Gandra. “Países que já realizaram a reforma trabalhista, afim de diminuir os direitos da classe trabalhadora, tiveram o resultado diferente do que previam”, afirmou Adilson Faustino, o Carpinha, secretário geral da FEM-CUT/SP.

A afirmação de Carpinha é baseada em um estudo produzido pela Organização Internacional do Trabalho sobre reformas legislativas laborais e de mercado de trabalho em 110 países, promovidas no período de 2008 a 2014. A pesquisa atualiza investigações anteriores e faz comparações com estudos do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).  As altas e crescentes taxas de desemprego, a crise econômica mundial formaram o contexto que criou o ambiente para realizar as iniciativas de reformas e disputar a opinião pública sobre tais mudanças. Os resultados encontrados no estudo não indicam que as reformas de redução ou aumento da regulação do mercado de trabalho tenham gerado efeitos ou promovido mudanças na situação do desemprego.

“O discurso dos empresários e defensores da tal da modernização e flexibilização das leis de trabalho significam na vida prática do trabalhador a retirada de direitos, a precarização das condições de trabalho e a diminuição de salários” afirmou Carpinha. No Brasil a experiência da terceirização não gerou empregos. Segundo dados do Dieese, nas atividades tipicamente terceirizadas, as condições de trabalho e a remuneração são inferiores às verificadas nas atividades em que o trabalhador é contratado de forma direta. O percentual de afastamentos por acidentes de trabalho em atividades terceirizadas é maior do que nas atividades em que os trabalhadores são contratados de forma direta - 9,6% contra 6,1%. “Em um momento de crise,  terceirização irrestrita, a reforma trabalhista, em vez de serem solução, poderão se transformar em risco adicional à retomada do crescimento econômico, do emprego e, especialmente, da saúde financeira do Estado”, finalizou Carpinha.

Agência de notícias da  FEM-CUT/SP
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Jornalista responsável: Marina Selerges

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