São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

ABC: Companheiros na Mahle aprovam disposição de luta

A empresa integra o Sindipeças, do Grupo 3 e não assina o acordo há três anos.

Por: Administrador - Publicação: 10/10/2017
Foto: Adonis Guerra/ SMABC

Foto: Adonis Guerra/ SMABC
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Fonte: SMABC

Os trabalhadores na empresa Mahle, em São Bernardo, aprovaram durante assembleia na tarde de ontem, disposição de luta na Campanha Salarial pela assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho, a CCT, e pela anulação dos efeitos da reforma Trabalhista. A empresa integra o Sindipeças, do Grupo 3 e não assina o acordo há três anos.

“As negociações da Campanha Salarial estão travadas na mesa de negociação porque a representação patronal insiste na retirada de direitos garantidos pela Convenção Coletiva. Precisamos priorizar agora a manutenção desses direitos”, avaliou o diretor executivo do Sindicato responsável pelas Relações Institucionais, Nelsi Rodrigues da Silva, o Morcegão.

O coordenador da regional de São Bernardo, Genildo Dias Pereira, o Gaúcho, lembrou os companheiros sobre a importância de assinar o projeto de lei de iniciativa popular que pede a anulação da reforma Trabalhista. “Esta Campanha Salarial está sendo ainda mais difícil, diante deste cenário que favorece só o patrão, com o fim da ultratividade e a reforma Trabalhista aprovada. Por isso, assinar este documento e assumir a luta é fundamental”.

O presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, conversou com os trabalhadores sobre os efeitos desastrosos para a população das medidas adotadas por este governo, como a PEC dos gastos e as reformas Trabalhista e da Previdência. “Existe um projeto de País que está em discussão para definir os rumos que o Brasil vai tomar nas próximas décadas”.

“O governo tenta convencer a população de que o trabalhador é o responsável pela dívida. Assim, tirando direitos dos trabalhadores e reformando a Previdência, sobra dinheiro para pagar a dívida com os bancos. Quem determina hoje o rumo do Brasil é o setor financeiro, não é o setor produtivo”, afirmou. “Podemos resolver a Campanha Salarial, mas nossa vida não estará resolvida. Precisamos fazer a luta necessária para que a reforma Trabalhista não seja implementada”, alertou.

Fotos: Adonis Guerra

Assembleia na Affinia (Nakata)

Na parte da manhã, os trabalhadores na empresa Affinia (Nakata), em Diadema, integrante do Grupo 3, também votaram pela mobilização e disposição de luta.

“Mesmo sem a assinatura da Convenção Coletiva no Grupo 3, tínhamos nossos direitos assegurados pela ultratividade, ainda em discussão. Por isso, a luta pela assinatura do acordo torna-se primordial”, lembrou o coordenador da Regional Diadema, Claudionor Vieira do Nascimento.

  “O momento de fazer a luta é agora, não podemos deixar que ela seja aplicada, e se for necessário, partiremos para a greve”, avisou o secretáriogeral do Sindicato, Aroaldo de Oliveira da Silva. Na manhã de hoje os sindicatos filiados à Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM-CUT, se reúnem na sede da entidade para avaliar as possíveis propostas e definir os novos rumos da Campanha Salarial.

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