São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

Quem são as vítimas do machismo? Todos/as!

FEM-CUT/SP apoia primeira Semana LGBT dos Metalúrgicos do ABC

Por: Administrador - Publicação: 05/10/2017
Foto: Adonis Guerra/ SMABC

Foto: Adonis Guerra/ SMABC
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O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com o apoio da Federação dos sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo, a FEM-CUT/SP, recebeu na noite da última terça-feira, 3, a primeira atividade da Semana LGBT (Lésbica, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), parte do 3º Festival de Diversidades, organizado em conjunto com o Coletivo LGBT Prisma da Universidade Federal do ABC, no Centro de Formação Celso Daniel, em São Bernardo do Campo.

“O Sindicato se pauta por uma transformação social e o metalúrgico que está na linha de montagem vive em sociedade. Só vamos ter um País com as pessoas felizes se discutirmos a sociedade como um todo”, declarou o diretor Administrativo, Moisés Selerges, na abertura do evento.

Moisés destacou dados sobre a realidade envolvendo a população LGBT no Brasil. Conforme levantamento do Grupo Gay da Bahia, o Brasil é onde mais se mata LGBT no mundo. Apenas no primeiro quadrimestre deste ano, 117 pessoas foram assassinadas devido à discriminação por gênero e orientação sexual. O número subiu 18% em relação ao mesmo período de 2016.

“Se não debatermos, é como se estivéssemos permitindo esse tipo de sociedade, o primeiro passo é colocar o assunto na mesa”, ressaltou.

Edivaldo Moura, secretário de Políticas Sociais da FEM-CUT/SP, avaliou que este foi o primeiro passo para inserir o diálogo com a categoria. “Este é um marco importante. O movimento sindical precisa estar antenado com as pautas do movimento LGBT. É necessário que a população LGBT, principalmente da categoria metalúrgica, entenda o sindicato como um espaço acolhedor e que está disposto a lutar pelas suas pautas”.

O tema “A construção social de meninas e meninos” foi abordado por Reginaldo Bombini, um dos organizadores do Fórum Gênero e Masculinidade do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.

Reginaldo levantou questões sociais e culturais usadas para estabelecer as diferenças entre meninos e meninas que contribuem para a formação de uma sociedade machista. Ele frisou que os homens são também vítimas desse machismo, já que são criados para não demonstrarem fraqueza.

O resultado disso, além da opressão contra mulheres e LGBTs, é o alto índice de morte entre homens por excesso de velocidade e brigas no trânsito, uso de drogas, álcool e suicídio, por resistência em procurar ajuda médica.

*Com informações da Tribuna Metalúrgica

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Jornalista responsável: Marina Selerges

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