São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

Campanha Salarial 2017: Metalúrgicos intensificam mobilização em defesa da Convenção Coletiva

Protestos, assembleias e atrasos de entrada aconteceram pelo estado de SP

Por: Administrador - Publicação: 28/09/2017
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A Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo, a FEM-CUT/SP, e os sindicatos filiados, intensificaram as mobilizações na base em defesa dos direitos e da Convenção Coletiva de Trabalho. “Essas mobilizações tem o objetivo de destravar as negociações”, explica Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT/SP. “Alguns grupos patronais têm insistido na retirada de direitos básicos da categoria e consequentemente travam as negociações, já que não abriremos mão de nenhum direito”, finaliza Luizão.

As cláusulas que dão garantias aos trabalhadores acidentados e portadores de doença profissional é o alvo dos patrões nas mesas de negociação. “Na assembleia, em uma empresa do Grupo 3, em Itu, quando contei sobre a pretensão do patronal de acabar com esses direitos os trabalhadores/as se indignaram e protestaram”, contou Dorival Nascimento, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu.

Sorocaba

?(Foto: Daniela Gáspari e Foguinho/ Imprensa SMetal)

Os trabalhadores da Schaeffler, de Sorocaba, participaram de protesto de uma hora na manhã da última terça-feira, 26, cobrando que a empresa procure o Grupo 3 para desemperrar as negociações da Campanha Salarial 2017. Na manhã desta quarta-feira, mais de 500 metalúrgicos do Grupo ZF, Metal Borracha e Bosch participaram de um protesto que faz parte da agenda de mobilizações da Campanha Salarial.

Segundo o secretário de organização do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, Izidio de Brito Correia, o objetivo dos protestos, que serão intensificados nos próximos dias, é reiterar aos empresários dos setores metalúrgicos e à Fiesp que a categoria não aceitará a retirada de direitos. “Nosso recado nesta Campanha é que as empresas respeitem a nossa história, respeitem os nossos direitos e, acima de tudo, respeitem o que eles têm de mais precioso: os trabalhadores”, afirmou. “E se continuarem insistindo em não apresentarem proposta, não dar o devido respeito às nossas reinvindicações, eles precisam saber que não vão ter paz para produzir”,

Araraquara

(Fotos: Divulgação)

Os trabalhadores/as no Grupo ZF também protestaram contra a postura patronal na planta de Araraquara. Paulo Sérgio Frigiere, o Serjão, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Araraquara, afirmou que as mobilizações vão continuar. “Os trabalhadores estão indignados com a postura patronal e estão na disposição de seguirem mobilizados para garantir os direitos”.

Itu

(Foto: Divulgação)

Uma assembleia realizada com os trabalhadores/as no Grupo ZF, atualizou a categoria sobre o andamento da Campanha deste ano. “Nós falamos sobre os ataques da bancada patronal por meio da Reforma Trabalhista e da importância da valorização da Convenção Coletiva de Trabalho”, explicou Dorival.

Pindamonhangaba

(?Foto: Guilherme Moura/ Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba)

Os trabalhadores da Novelis, de Pindamonhangaba, fizeram uma paralisação pela Campanha Salarial nessa quarta-feira, dia 27. O protesto foi realizado para pressionar o Sindicel, sindicato patronal que representa a direção da Novelis e de outras empresas do segmento de metais não ferrosos.

“O setor patronal está querendo ajustar cláusulas conforme a reforma trabalhista e retirar direitos históricos. Para o sindicato, as garantias previstas na convenção são inalteráveis. Não vamos abrir mão delas. Agora é hora de resistência pela renovação da nossa convenção”, disse Herivelto Moraes, o Vela, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba.

ABC

(Fotos: Adonis Guerra e Edu Guimarães/ SMABC)

Os Metalúrgicos do ABC iniciaram na manhã de quarta-feira, 27, as paralisações nas fábricas para fortalecer a mobilização pela assinatura dos acordos coletivos com as bancadas patronais na Campanha Salarial 2017. Os trabalhadores atrasaram a entrada no Grupo ZF, em São Bernardo do Campo, e na Autometal e TRW, em Diadema. Nesta quinta-feira, os trabalhadores/as na VMG, em Ribeirão Pires também protestaram em defesa da Convenção Coletiva de Trabalho.

Wagner Santana, Wagnão, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC alertou para a necessidade de unidade e luta neste momento para que se seja possível garantir condições dignas de trabalho para as gerações futuras. “Estamos lutando agora pelos nossos direitos, mas principalmente para aqueles que dependem de nós. Essa garotada que vai entrar no mercado de trabalho irá se submeter às condições que nós vamos garantir para eles com a nossa mobilização”.

Campanha Salarial 2017: Resistência Unidade e Luta

A data base da categoria é 1º de Setembro. A FEM-CUT/SP representa aproximadamente 198 mil metalúrgicos/as no Estado de São Paulo. A Campanha Salarial 2017 “Resistência, Unidade e Luta”, traz em sua identidade visual o resgate do Construtivismo Russo, linguagem estética e artística usada durante o período revolucionário russo para dialogar com a população por meio de cartazes e panfletos. Além de homenagear os 100 anos da Revolução Russa, a campanha também celebra os 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil. “100 anos depois da Greve Geral de 1917, em 28 de abril de 2017, construímos a maior greve geral da história do Brasil. Em um período como esse que vivemos, de ataques concretos contra nossos direitos é importante resgatar os diversos momentos de resistência da classe trabalhadora”, explica Luizão.

 

 

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