São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

Trabalho no mundo: Integração entre universidades e indústria impulsiona desenvolvimento na China

Na China, o setor industrial e o acadêmico, junto aos parques tecno­lógicos, têm buscado soluções mais limpas e menos poluentes, ao mesmo tempo em que criam patentes e de­senvolvem novas tecnologias.

Por: Administrador - Publicação: 06/09/2017
Maquete do Parque Nacional da Indústria Ecológica da cidade de Yixing. Foto: Divulgação

Maquete do Parque Nacional da Indústria Ecológica da cidade de Yixing. Foto: Divulgação
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Fonte: SMABC

Na terceira matéria da série sobre o trabalho na China, vamos abordar a integração entre as indústrias, as universidades e os grandes parques tecnológicos como pilares do cres­cimento chinês. Durante a visita, a comitiva do Sindicato conheceu experiências que impulsionam a criação de empregos e o desenvol­vimento industrial do país de forma sustentável.

Na China, o setor industrial e o acadêmico, junto aos parques tecno­lógicos, têm buscado soluções mais limpas e menos poluentes, ao mesmo tempo em que criam patentes e de­senvolvem novas tecnologias.

O presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM-CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, integrante da comitiva, comparou a situação brasileira com a chinesa. “Na China há uma cone­xão entre indústria, trabalhadores e universidades que funciona muito bem. Aqui, os poucos parques tec­nológicos que temos não trabalham em cooperação com a indústria, e geralmente os trabalhadores estão totalmente separados do debate”.

“É preciso pensar a região do ABC e outras cidades do Estado, como se fossem um grande parque. Aqui temos importantes universida­des, grandes montadoras e autopeças e entre elas deveria haver mais troca de informação. O governo poderia fazer essa intermediação e chamar os sindicatos para promover este debate”, avaliou.

Um interessante exemplo visitado foi o Parque Nacional da Indústria Ecológica da cidade de Yixing, onde funcionam institutos que trabalham com reuso de água e soluções susten­táveis diretamente para a indústria. No local, que abrange uma área de 212 km², moram 120 mil pessoas e funcionam 1.700 empresas, que empregam 100 mil trabalhadores. Essas empresas mantêm transações com outras três mil, o que soma, aproximadamente, mais 110 mil trabalhadores. Em 2015, o parque movimentou 60 bilhões de yuan (moeda chinesa).

A comitiva também conheceu a Universidade Tsinghua, que abriga o Centro China Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energias que, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Ja­neiro, trabalha no intuito de aumen­tar a eficiência do biodiesel brasilei­ro. “A China tem um planejamento de crescimento industrial que requer domínio e utilização de diversas matrizes energéticas. Para garantir isso, as universidades trabalham para além da parceria industrial chinesa, pensam no desenvolvimento como um todo”, finalizou Luizão.

Agência de notícias da  FEM-CUT/SP
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Jornalista responsável: Marina Selerges

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