São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

Manifestantes detidos em protesto contra Michel Temer viram réus

Jovens do caso no Centro Cultural São Paulo, que teve ‘Balta Nunes', capitão do exército disfarçado, responderão por formação de quadrilha e corrupção de menores

Por: Administrador - Publicação: 29/08/2017
Caso foi marcado pela presença infiltrada do então capitão do exército William Pina Botelho, o Balta Nunes
(REPRODUÇÃO/PONTE)

Caso foi marcado pela presença infiltrada do então capitão do exército William Pina Botelho, o Balta Nunes (REPRODUÇÃO/PONTE)
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Por Redação/ Rede Brasil Atual

São Paulo – A Justiça de São Paulo tornou réus os 18 manifestantes detidos no Centro Cultural São Paulo, em dezembro de 2016, antes de um protesto contra o presidente Michel Temer. O caso foi marcado pela presença no grupo do então capitão do exército William Pina Botelho, o Balta Nunes, que trabalhava como agente infiltrado e forneceu à polícia informações que levaram à prisão dos jovens.

A audiência em que juíza Cecília Pinheiro da Fonseca, da 3ª Vara Criminal do Fórum Criminal da Barra Funda (SP), vai ouvir os indiciados e suas testemunhas, está datada para 22 de setembro. Eles respondem em liberdade aos crimes de associação criminosa e corrupção de menores. O caso está sob segredo de Justiça.

A denúncia contra os jovens coloca objetos como gaze e vinagre, como possíveis artefatos usados para depredar patrimônio público e privado. Além de, segundo a investigação, serem indícios de que seriam usados para ferir policiais e outras pessoas durante a manifestação.

Dos 18 réus, um rapaz, Felipe Paciullo Ribeiro, não estava indo à manifestação, e utilizava o local para estudos de seu trabalho de conclusão de curso. A juíza considerou que a denúncia tinha evidências de que Felipe fazia parte do grupo.

No momento da prisão, Felipe ouviu dos policiais, cerca de 30 PMs, que ele fazia parte do grupo e que se sentiu ameaçado. "Mesmo apresentando meu material de estudos e com o resto das pessoas presas falando que não me conheciam, eles insinuaram o tempo todo que eu estava junto ao grupo. Um policial me perguntou onde eu morava. Quando eu disse meu endereço, ele me encarou e falou que morava perto de mim. Fiquei quieto", conta.

Por meio de nota conjunta, os advogados de 14 dos 18 réus alegaram que seus clientes são inocentes e foram atraídos para uma emboscada:

"Enquanto defesa constituída da maioria dos jovens, que foram há pouco tornados réus no caso em questão, e tendo em vista a reportagem deste portal de notícias G1.globo.com a respeito desse fato, viemos a público por meio desta nota para expressar:

(1) os referidos jovens estão plenamente tranquilos quanto à sua inocência; uma vez que nada faziam de errado, não portavam nada ilegal, são pessoas de bem e apenas pretendiam ir se manifestar pacificamente naquele dia, como fizeram milhares de outras pessoas – um dos jovens, por sinal, sequer ia à manifestação, tendo sido preso pelo fato de se encontrar no lugar e hora no qual houve a detenção;

(2) a maioria dos quais sequer se conhecia, não integram qualquer organização, tendo sido unidos pelo agente “Balta Nunes”, que se fazia se passar por manifestante;

(3) esta defesa acredita na Justiça brasileira e espera que, ao final, a ordem constitucional será preservada, uma vez que, o direito à manifestação pacífica é direito fundamental.

Saccomani, Albuquerque & Biral
Sociedade de Advogados
OAB/SP 19.882"

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