São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

Economia: Governo Temer não tirou Brasil da crise

Ajuste fiscal e ataques à classe trabalhadora não aquecem o mercado nacional

Por: Administrador - Publicação: 21/08/2017
Charge: Bruno Galvão

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Ao contrário do que afirma o presidente ilegítimo Michel Temer, as medidas aplicadas pelo alto escalão do governo, como os corte nos investimentos e os ataques sistemáticos à classe trabalhadora por meio da aprovação da terceirização irrestrita, reforma trabalhista e a reforma da previdência, a economia brasileira não está saudável ou em recuperação no pós-golpe.

Emprego

No trimestre encerrado em maio de 2017, a taxa de desemprego ficou em 13,3% de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São aproximadamente 13,771 milhões de desempregados. No ramo metalúrgico, a taxa de emprego caiu, são 1.902.342 empregos no Brasil e 803.563 em São Paulo. Esses dados retroagem o Brasil ao ano 2007 e 2005, respectivamente. A Evolução da produção física da indústria de transformação acumulada 12 meses, (junho de 2016 a junho 2017) aponta resultado negativo: - 2,2% no Brasil e - 1,2% em São Paulo. “Esses dados apontam que a crise desacelerou, mas ainda não saímos dela”, explicou Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT/SP. “A imprensa tradicional insiste em afirmar que a inflação controlada é prova da melhora na economia. O que esquecem de explicar é que o principal motivo para a baixa da taxa da inflação é justamente a economia desaquecida”, afirmou Luizão.

Investimento

O atual governo brasileiro apresenta inabilidade para criar condições que alterem o cenário atual. A falta de credibilidade causada pelos escândalos de corrupção e a instabilidade política afastam os investidores de terras brasileiras. “É possível perceber, em alguns segmentos da indústria metalúrgica, uma diferença gigante entre a importação e a exportação de produtos, o que demonstra que o produto nacional, a indústria nacional está fora do jogo”, disse Luizão. Outro dado que comprova paralisação da indústria é o segmento de máquinas equipamentos que no acumulado de 12 meses apresenta o saldo negativo. “Máquinas e equipamentos é sempre um termômetro e os últimos dados sobre o setor não são nada animadores e só reforçam que o país não recebe investimento”, afirmou.

A infraestrutura do país é estratégica para a economia e a indústria nacional. Durante os governos Lula e Dilma, foram investidos no PAC 1 -  R$ 657 bilhões e no PAC 2 - R$ 1,59 trilhão de reais. Já no governo ilegítimo de Michel Temer, o valor para investimento em infraestrutura é irrisório, cerca de R$ 45 bilhões.  “A falta de um projeto de país tem afetado a população brasileira. A falta de uma política de investimentos que valorize a indústria nacional afeta a criação de empregos. A venda e a entrega de nossos recursos naturais demonstram que este governo não se preocupa com a soberania nacional e também não tem qualquer compromisso de alterar a situação do Brasil. E insiste em cobrar a conta da classe trabalhadora”, finalizou Luizão.

 

Agência de notícias da  FEM-CUT/SP
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Jornalista responsável: Marina Selerges

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