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COLÔNIA DE FÉRIAS

DIEESE: Inflação e a corrosão dos salários

Por: Administrador - Publicação: 15/07/2016
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Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC apresentou variação de 0,47% em junho pouco menos da metade da taxa de 0,98% de maio, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês de junho, o grande vilão foi o feijão-carioca, que encareceu 41,78% no mês, a habitação foi o segundo grupo que mais pesou na composição do índice, com alta de 0,63%. As taxas de água e esgoto subiram, em média, 2,64% no mês em todo o país, já o grupo de transportes foi o único que teve deflação que registrou -0,53%.

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Sendo assim, para a Campanha Salarial 2016/2017 dos metalúrgicos do Estado de São Paulo da CUT a inflação acumulada no período (setembro/2015 até junho/2016) fechou em 8,59%, abaixo do mesmo período registrado no ano passado que fechou em 8,98%. Ainda faltam dois meses para completar os 12 meses do acumulado, mas pelas expectativas do banco central o INPC fechará em torno de 9,17%, na campanha passada o índice foi 9,88%.

A queda no consumo das famílias, com reflexos na produção e comércio; a capacidade ociosa da indústria; a redução do crédito e a queda nas importações, permite afirmar que a causa da inflação não é o excesso de demanda, e sim da pressão provocada nos últimos meses pelos aumentos nos preços dos combustíveis e das tarifas de água e energia elétrica, por exemplo.

De fato, o trabalhador assalariado é prejudicado pela elevação dos preços, com a inflação cai o poder de compra dos salários, corroídos pela desvalorização do dinheiro, o que implica na redução da qualidade de vida dos assalariados e os distanciam, cada vez mais, das classes mais abastadas, que conseguem se proteger da desvalorização da moeda e que, não raras vezes, até se beneficiam com isso.

Para Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT/SP só com unidade e mobilização será possível garantir avanços: - “Neste cenário só será possível recuperar o poder de compra dos salários com muita unidade para enfrentar a luta que teremos nesta campanha salarial”. 

Confira o boletim do DIEESE aqui

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