São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

Metalúrgicos negros são 28,5% da categoria no País, aponta estudo

Levantamento é da Subseção do Dieese da FEM-CNM/CUT

Por: Redação FEM com CNM/CUT - Publicação: 27/11/2015
Foto: Raquel Camargo / SMABC

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A mão de obra negra ainda é discriminada no ramo metalúrgico, mesmo com a intensificação das ações sindicais em busca de igualdade salarial e de oportunidades no mundo de trabalho. Os trabalhadores negros representam 28,5% do total da categoria no país e, a exemplo do que acontece nos outros ramos da economia, também têm remuneração inferior à do trabalhador não negro.

Estes dados são apresentados no estudo feito pela Subseção do Dieese da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) e da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT/SP (FEM-CUT/SP) e marcam o mês da Consciência Negra.

O levantamento foi feito a partir da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e usou dados relativos a 2006 e 2014, para comparar a evolução dos indicadores sobre esta parcela de trabalhadores do ramo.

No que se refere ao mercado de trabalho metalúrgico, a presença da mão de obra negra aumentou 52,6% no período, saltando de 436 mil para mais de 666 mil trabalhadores entre 2006 e 2014. Em relação ao total, o crescimento de postos de trabalho desta parcela de metalúrgicos cresceu 4% no período (eram 24,5% em 2006 e subiu para 28,5%).

No que se refere à remuneração, o fosso entre os salários recebidos pelos não negros e negros manteve-se grande: o metalúrgico negro recebe 71,6% do salário pago ao não negro e a metalúrgica negra, apenas 50,5%.

Para a Secretária da Igualdade Racial da CNM/CUT, Christiane dos Santos, estes dados mostram que o movimento sindical ainda têm muitos obstáculos a serem superados para assegurar igualdade salarial e também de oportunidades no acesso aos postos de trabalho. "E tudo começa com a conscientização desta parcela dos trabalhadores sobre a importância de desafiar a lógica escravagista que ainda marca os valores da sociedade brasileira”, afirma.

Estado de São Paulo

Na base da FEM-CUT/SP no Estado de São Paulo a discriminação no chão de fábrica é preocupante.Cerca de 18,6% dos trabalhadores(as) metalúrgicos(as) na base da Federação são negros(as) e recebem em média 25,9% a menos que os brancos(as).

Já as mulheres, 16,5% representam a categoria metalúrgica, entre elas, 15,4% são negras e recebem 28% a menos que as não negras. Em comparação ao trabalhador branco, a diferença na média chega a 50,2%.

Segundo o Secretário de Políticas Sociais da FEM, Edivaldo José de Moura, o Pula-Pula, a luta pela igualdade salarial é todo dia. "Temos que buscar mais igualdade para os trabalhadores e trabalhadoras. Conquistamos nos últimos 12 anos importantes políticas públicas para a população negra, mas precisamos avançar cada vez mais", concluiu.

Confia o estudo completo 
 

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Jornalista responsável: Marina Selerges

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