São Bernardo, * *

COLÔNIA DE FÉRIAS

13º salário dos metalúrgicos da FEM injetará R$ 929 milhões na economia

O dado é da Subseção do Dieese da FEM e CNM/CUT.

Publicação: 17/12/2013
Crédito: Raquel Camargo

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        O pagamento do 13º salário aos 260 mil metalúrgicos representados pela Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT/SP (FEM-CUT/SP) no Estado injetará cerca de R$ 929 milhões na economia paulista. O dado é da Subseção do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) da FEM e CNM/CUT, divulgado na quinta-feira, dia 12.
       A estimativa feita leva em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
       Segundo a economista Caroline Gonçalves, autora do estudo, esse valor representa 26,29% de todo o valor injetado pelos metalúrgicos do Estado e algo em torno de 4,7% da indústria nacional.“A economia paulista deverá receber, até o final de 2013, a título de 13° salário, cerca de R$ 42,7 bilhões, aproximadamente 29,83% do total do Brasil e 58,7% da  região Sudeste. Esse montante representa em torno de 2,7% do PIB estadual (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas por uma nação)”, complementa.

          Distribuição e beneficiários
       Na distribuição dos R$ 929 milhões, os metalúrgicos do ABC concentram o maior valor (R$ 466 milhões), em seguida vêm Sorocaba (R$ 150 milhões), Taubaté (R$ 92 milhões) e Itu (R$ 45 milhões). O estudo contempla todos os municípios que compõem as bases dos sindicatos.
       O levantamento da Subseção da FEM-CUT/SP e CNM/CUT mostra ainda que o contingente de pessoas no Estado que receberá o 13º foi estimado em 21,6 milhões, o correspondente a 26,24%% do total que terá acesso ao benefício no Brasil.
       Em relação à região Sudeste, esse percentual é de 54,8%. Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 68,1%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 31,9%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 2,4%.
       Em relação aos valores que cada segmento receberá, verifica-se que os empregados formalizados ficam com 77,2% (R$ 33 bilhões) e os beneficiários do INSS, com 18,7% (R$ 8 bilhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do estado do Regime Próprio caberão 4,1% (R$ 1,7 bilhão). “São Paulo registra o terceiro maior valor médio (R$ 1.898), atrás apenas do Distrito Federal e Amapá”, informa Caroline.

           Critérios do estudo
        Para efeito do cálculo, o DIEESE não considera os autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, nem os valores envolvidos nesses abonos, uma vez que esses dados são de difícil mensuração.
        Também não é considerado, por este estudo, o adiantamento da primeira parcela do 13º salário ao longo do ano, uma vez que funcionários de muitas empresas recebem parcialmente o pagamento do 13º no momento em que tiram férias. Não são também contabilizados os casos de categorias que o recebem antecipadamente por definição, por exemplo, de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Viviane Barbosa, assessora de imprensa e comunicação da FEM-CUT/SP

 

 

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